quarta-feira, 9 de julho de 2008

Acontecimentos de referência, links e Newsletter da ANOP

Curiosamente, no mesmo dia de realização do Seminário do Curso de Técnicos Animadores de Balanço de Competências, encontrava-se a decorrer em Santa Maria da Feira, mais uma edição da Feira de Negócios promovida pelo GAE. A ANOP teve novamente o privilégio de estar representada, e desta vez dando relevo precisamente... à Agência de Balanço de Competências!

A Agência de Balanço de Competências da ANOP tem neste momento um sítio na internet...ainda tímido, mas com vontade de crescer... uma forma de criar maior dinamismo na comunicação e promoção do Balanço de Competências, metodologia com fortes potencialidades de aplicação em contextos e públicos diversos.
Para quem tiver curiosidade: www.agenciabc.eu

Este acontecimento foi objecto de divulgação na penúltima newsletter da ANOP, pelo que sugiro que a consultem, uma vez que muitos outros eventos igualmente relevantes são aí referenciados. Para já, ficam aqui assinaladas as seguintes edições associadas ao aconselhamento e orientação profissional, e especificamente ao Balanço de Competências:

Nº 38: Seminário Europeu de Balanço de Competências. Debates, encontros e conferências http://newsletter.anop.eu/sembc.htm

Nº 43: RVCC Inovação - CNO´S Integrados são resposta da ANOP a desafios lançados pelo Governo http://newsletter.anop.eu/cno.htm

Nº 46: Encontro Europeu reúne entidades ligadas à orientação e aconselhamento profissional http://newsletter.anop.eu/quelo.htm

Nº 47: Reconhecimento de competências nas áreas do calçado e ensino básico. Parceria Nós promove experiência piloto de RVCC escolar e profissional
http://newsletter.anop.eu/dcertificacao.htm

Nº 49 : Agência de Balanço de Competências da ANOP. Promover competências profissionais e empresariais no Entre Douro e Vouga http://newsletter.anop.eu/bc.htm

Nº 50: Encontro EQUAL em Santa Maria da Feira. Junho 2008 assinala o lançamento de um conjunto de medidas para combater a exclusão social
http://newsletter.anop.eu/enc_equal.htm

Apresentação do Grupo 4:"O BC/RVCC a distância"


Apresentação do Grupo 3:"O BC em contexto de reabilitação"


Apresentação do Grupo 2: "Acolher com qualidade...um desafio aos CNO"




O debate e a reflexão...











Apresentação do Grupo 1:"A Aplicação do Balanço de Competências nas Organizações"







Algumas imagens do Seminário....



Antes de começar... os últimos retoques...



Trabalhos de Seminário publicados

Para Ricardo:
Os trabalhos estão publicados em:

http://groups.google.com/group/projectos-em-balanco

Que trabalhos?


Diários de Aprendizagem Rui Moreira.doc
Last updated by RuiMoreira - Jun 19
Qualidade_acolhimento_teoria.pdf
Last updated by Mafalda Branco - Jun 15
Microsoft Word - Trabalho_Seminario.pdf
Last updated by Mafalda Branco - Jun 15
Qualidade_acolhimento.pps
Last updated by Mafalda Branco - Jun 15
Balanço de Competências em Contexto de Reabilitação - FINA….pdf
Last updated by Paula Fernandes - Jun 12
Balanço de Competências em contexto de Re(Habilitação).pps
Last updated by Paula Fernandes - Jun 6
RESUMO - NET.pdf
Last updated by Paula Fernandes - Jun 6

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Publicação de trabalhos de seminário

Bom dia a todos.



Dois grupos já colocaram os trabalhos online.

E os restantes grupos?

Para quando a publicação?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sobre o seminário final do curso de animadores de BdC

Caríssimos e caríssimas,
Parece mentira que já passaram praticamente 3 semanas desde o seminário final do curso de animadores/as de BdC…
Desde então não tinha tido ainda oportunidade de fazer duas coisas:

1) Dizer-vos que foi para mim uma manhã extraordinariamente produtiva e enriquecedora. Acho que conseguiram, de facto, tratar o tema do BdC com grande elevação teórica e enorme pertinência prática. Trata-se de uma metodologia extremamente rica, mas tal nem sempre é suficientemente reconhecido, ou quando é reconhecido não é depois concretizado nas respectivas abordagens. Temos sofrido com isso, sobretudo pela redução do BdC à preparação para a certificação de competências. Este curso, de que vocês são os principais intérpretes, recoloca o BdC na sua verdadeira dimensão: tecnicamente complexa, socialmente transversal, servindo abordagens diversas, que podem passar pela orientação, o aconselhamento e encaminhamento, a formação e o empreendedorismo. Portanto é com toda a naturalidade que vos dou os parabéns e vos agradeço o bom momento proporcionado.

2) Deixar-vos algumas notas, de carácter estritamente pessoal, que o pouco tempo para debate me impediu de apresentar no momento próprio.

Grupo 1/ BdC Organizacional
É importante tratar as competências colectivas a par das competências individuais; é importante, também, que as vantagens deste tipo de processos sejam equilibradas: entre os trabalhadores e a empresa, entre a melhoria dos níveis de perfomance no trabalho e a construção de novas relações na organização que sejam baseadas também no próprio auto-conhecimento de cada trabalhador. Cuidado com a metáfora da lupa! (Há que distinguir entre o BdC como avaliação que recai sobre o sujeito do BdC como avaliação que é feita pelo sujeito – v. José Manuel Castro) Terá que ser uma lupa que permita a cada um olhar-se interiormente.

Grupo 2/ O acolhimento
As referências à cultura oriental são fundamentais e muito actuais, pelo que a relação dos indivíduos com o espaço de acolhimento tem relevância. Uma das virtudes da vossa abordagem, e daí a sua originalidade, é o lugar central que atribuem ao que normalmente é secundarizado: o acolhimento, que é por um lado processo técnico, definido por um conjunto de passos e de regras, mas é também expressão de um todo que engloba o espaço físico, a cultura da organização que acolhe, o espírito de cada profissional, pois cada técnico/a ou mesmo dirigente pode ser a qualquer momento chamado a tornar-se o rosto da sua instituição. Por isso, sim! O acolhimento tem implicações no percurso de qualificação. Será talvez vossa missão, visto terem levantado a questão, adiantarem um pouco mais sobre como articular qualidade e metas, tema fulcral e que merecia maior desenvolvimento.

Grupo 3/ BdC para pessoas com deficiência
O trabalho que apresentaram, fortemente enquadrado em termos teóricos, tem grande actualidade e reúne todas as condições para servir de base a futuras experimentações nesta área, as quais certamente irão surgir nos próximos tempos. A proposta que desenharam tem pelo menos duas potencialidades, parece-me: 1) Perspectivar o BdC na sua relação com áreas próximas (vocês disseram, e julgo que muito bem, parentes) nomeadamente a Orientação escolar e profissional e a Avaliação vocacional, o que traz um enriquecimento acrescido à metodologia; 2) Conceber a hipótese de uma aplicação do BdC a públicos específicos preservando a universalidade da metodologia e portanto conservando as suas dimensões estruturantes. No entanto, faltou um ponto de vista prático e operacional – muitas questões poderiam, neste âmbito, ser colocadas com toda a pertinência e interesse.

Grupo 4/ BdC a distância
O tema é extremamente desafiante, tendo sido colocado mais na óptica da problematização e da análise crítica do que da construção de soluções. O resultado é um questionamento de fundo que é forte, permitindo pôr em causa algumas resistências típicas existentes, nomeadamente: onde fica a relação entre o/a técnico/a e o sujeito? Como garantir a autenticidade das provas a apresentar num processo de BdC a distância? No final uma certeza: a de que não existe um/a candidato/a perfeito/a, que possa ser antecipadamente enquadrável pelo sistema num qualquer tipo de processo-modelo, fixo e previsível. Daí a necessidade de trabalhar em novas ofertas a diferentes níveis de presencial/ a distância. Neste âmbito há já algumas iniciativas, ainda que tímidas ou satisfazendo apenas parcialmente a ideia de um BdC a distância; mas valeria a pena tê-las tratado, ou pelo menos tê-las referido, no estudo que realizaram. Poderão ser, pela positiva ou pela negativa, um bom ponto de partida para o trabalho que há ainda a fazer nesta área.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Rectificação

No nosso trabalho "Balanço de Competências em contexto de Re(Habilitação), aparece um erro na introdução., página 9, linha 16.

Em vez de "deficientes" deve ler-se "pessoas com deficiência e/ou incapacidade"

domingo, 1 de junho de 2008

Momentos pós-seminário


Tantos copos...


No CNO de Ansião também se aprecia comida italiana. Resta saber se era adequado o Feng-Shui do restaurante.


O Rui muito compenetrado a degustar o seu Al Pesto.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Seminário _ Agenda





Data de realização: 31 de Maio de 2008



Local: CACE Cultural do Porto das 10H00 às 13H00




Agenda

10:30 – 11:30
Tema 1: A Aplicação do Balanço de Competências nas Organizações
Carine Pinho; Andreia Brandão e Ana Castro

Tema 2: Acolher com Qualidade…Um desafio aos CNO
Mafalda Branco; Cláudia Branco e Susana Silva

11:30 – 11:50 Intervalo

11:50 – 13:00
Tema 3: Balanço de Competências em contexto de reabilitação
Rui Moreira e Paula Fernandes

Tema 4: Balanço de Competências/RVCC a distância
Ricardo Maia e Adérito Reis

12:50- 13:00 Entrega dos trabalhos Finais. Avaliação da Formação.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Veja meu Slide Show!

Os meus Diários de Aprendizagem



Reflexões

Considerei que fazer um balanço deste curso era conseguir transpô-lo para um contexto prático, relacionando os diversos conceitos e metodologias adquiridos...
Apresento uma reflexão final dos aspectos que mais me marcaram e das suas implicações nas minhas percepções pessoais e profissionais...




Resumo do Seminário

Aqui fica o resumo do nosso projecto de Seminário para avaliação final do nosso curso. Esperamos que vos "aguce" o apetite! ;)

Tema: Acolher com qualidade: um desafio aos CNO...

Neste seminário propomo-nos definir qualidade, (re) pensar os princípios orientadores patentes na carta de qualidade e reflectir como podemos melhorar a “arte” de bem acolher…
Em primeiro lugar iremos abordar o conceito de qualidade e os princípios subjacentes à mesma, através da Norma Portuguesa EN ISO 9004:2000.
Em 2007 a Agência Nacional para a Qualificação promulgou a Carta de Qualidade dos Centros Novas Oportunidades.
Este assume-se como um “instrumento que cria exigência, que clarifica estratégias de acção e níveis de serviço e que contribuirá para a valorização dos processos de trabalho, para a mobilização das equipas e eficácia do financiamento”.
O acolhimento nos CNO compreende a primeira etapa de intervenção e pode ser presencial, telefónico e virtual. Cada um destes tipos prevê diferentes formas de abordagens com vista à prestação de um serviço de qualidade.
A questão que se coloca a cada um de nós é: como podemos adoptar níveis de qualidade mais adaptados e flexíveis aos adultos na fase de acolhimento?


Ana Mafalda Alves Branco
Cláudia Maria Baptista Branco
Susana Margarida Ferreira da Silva

segunda-feira, 14 de abril de 2008

E sobre a AVALIAÇÃO… uma visão mais teórica!

Já dizia alguém que “Não se sabe bem, seja o que for; senão muito tempo, depois de ter aprendido”.
Se percorrermos de uma forma extensa e intensa a bibliografia sobre Avaliação iremos encontrar tantas definições quantos os autores, os pontos de vista… deixo-vos alguns:
“A avaliação é um método de colecta e processamento de dados necessário à melhoria da aprendizagem.” (Bloom, Hastings e Madaus)
“Avaliar é obter informações que se vão utilizar em seguida para tomar decisões ou para modificar uma decisão já tomada.” (Y. Tourner)
“…define-se como uma nota de uma modalidade ou de um critério considerado num comportamento ou num produto.” (Landsheere, 1994)
“Planificar, recolher informação, formular juízos de valor, tomar decisões… são estes os quatro momentos indispensáveis para definir um comportamento avaliativo! O facto de não vivermos isolados – somos um animal social – obriga-nos a ponderar, nas nossas decisões, nas decisões dos outros, com quem temos de interagir nos caminhos, cruzamentos, rotundas, praças, avenidas, fruto das nossas opções avaliativas. Avaliar, é assim um comportamento objectivo, mas não neutro. Quem avalia parte de pressupostos que se constituem, desde logo, parte integrante do processo de avaliação.” (Rodrigues, 2006, 6ªed.)
Segundo Hadji (1994) avaliação denomina-se o acto pelo qual se formula um juízo de “valor” incidindo num objecto determinado (indivíduo, situação, acção, projecto, etc) por meio de um confronto entre duas séries de dados que são postos em relação:
- dados que são da ordem do facto em si e que dizem respeito ao objecto real a avaliar;
- dados que são da ordem do ideal e que dizem respeito a expectativas, intenções ou a projectos que se aplicam ao mesmo objecto.
Chama-se REFERENTE ao conjunto das normas ou critérios que servem de grelha de leitura ao objecto a avaliar; e REFERIDO àquilo que desse objecto será registado através dessa leitura.
Assim, segundo Rodrigues (2006, 6ªed.) o processo é assim duplamente enganador:
- O avaliador só encontrará aquilo que procura, nem mais nem menos. (REFERENTE)
- Mas, aquilo que ele procura é fruto, não da realidade externa a avaliar, mas das próprias condições de constituição do processo avaliativo. (referido)

Volto à mesma frase que tanto gosto: Avaliar, é assim um comportamento objectivo, mas não neutro. (Rodrigues, 2006, 6ªed.)


Para quem quiser consultar deixo aqui algumas pistas bibliográficas:
HADJI, C. (1994). A Avaliação, regras do jogo. Porto: Porto Editora.
LANDSHEERE, V. (1994). Educação Formação. Porto: Edições Asa.
RODRIGUES, M. C. E FERRÃO, L.B. (2006, 6ª Ed.). Formação pedagógica de Formadores. Lisboa: LIDEL – Edições Técnicas.
CURY, A. (2005, 9ªed.). “Pais brilhantes, Professores fascinantes.” Cascais, Portugal: Editora Pergaminho.

domingo, 13 de abril de 2008

E nós?... Que Balanço de Competências fazemos deste Curso?


"Cada um de nós tem dentro de si uma estrela. É uma estrela com um brilho próprio. E expressa o seu sentir, as suas diferentes maneiras de sentir, de uma forma muito própria.
Partilhar Sentires faz parte do Caminho de Uma Estrela, que é formado por vários passos.
Passinhos mais cambaleantes,
passos mais confiantes,
mas passinhos de estrela. E, por isso, poderão deixar sempre um rasto de luz."


Graça Gonçalves, do Jogo de Afecto Sentires

Gostava de ver neste espaço todas as "estrelas" deste Curso a brilhar e a partilhar diferentes ou comuns "sentires"... Eu sei que o cansaço se vai apoderando de nós e, por vezes, até nos enfraquece a "luz", mas não nos esqueçamos que o nosso trabalho é um privilégio e que todos os dias lidamos com verdadeiras estrelas cadentes, que deixam um rasto de luz e esperança nas nossas vidas!...
Devíamos seguir o exemplo dessas "estrelas" que nos vão dando alento ao longo dos dias...

Da janela de Narciso... vejo um novo futuro à minha espera...



Da sessão sobre avaliação, com a Dr.ª Florinda Coelho*, recordo a imagem "Da janela de Narciso...".
Esta imagem e esta metáfora podem aplicar-se precisamente à auto-avaliação do processo de balanço de competências com um sentido prospectivo, que é uma das questões que mais preocupa enquanto técnica.
Depois de um certo “egocentrismo”, em que o adulto se focalizou, sobretudo, nas suas experiências de vida, nas suas competências, é agora tempo, já não apenas de olhar para o espelho e pela janela, mas de sair pela porta grande, rumo a novos percursos e desafios, com mais consciência de si e das suas potencialidades.
Depois de um processo de BC, é fundamental tentar analisar a importância e o impacto do mesmo na vida do adulto, para que todo o trabalho realizado anteriormente adquira sentido e para que o adulto se consciencialize da importância da aprendizagem ao longo da vida, nos mais variados contextos.
O posicionamento face ao futuro deverá estar sempre presente num processo de balanço de competências, aliás, ele é essencial. O Prof. António Fragoso, da Universidade do Algarve, utiliza uma frase que penso que resume a essência da avaliação dos processos de BC: “Redescobrir quem sou para reinventar quem posso ser”
No entanto, será que actualmente, nos processos de RVCC, que supostamente deverão estar a utilizar como metodologia o BC, se dá a devida importância ao projecto, ao planeamento do futuro?... Que impacto estarão a ter estes processos se não houver, efectivamente, um apoio por parte dos técnicos na “reinvenção” de quem os adultos poderão ser no futuro? Estaremos desta forma a contribuir para o aumento da qualificação?...

* Por lapso, referi que esta imagem foi apresentada pela Dr.ª Susana Rocha. Peço desculpa pelo sucedido.